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Avaliação psicológica: enfim, uma especialidade!




A avaliação psicológica se caracterizou como atividade privativa da(o) profissional psicóloga(o) na lei que regulamentou a Psicologia como profissão no Brasil (art. 13, § 1° da Lei n.º 4.119/62). Em 2019 o Conselho Federal de Psicologia publicou a resolução 18/2019, que reconheceu a avaliação psicológica como uma especialidade da Psicologia. O CFP considera em sua resolução 013/2007 que o título de especialista em Psicologia é uma referência à dedicação do profissional na área da especialidade, mas não se constitui condição para o exercício profissional da(o) psicóloga(o).


Esse reconhecimento para a especialidade da avaliação psicológica passou a ser uma demanda da categoria, pois a avaliação psicológica foi ao longo do tempo adquirindo um status de especificidade em relação aos seus métodos, técnicas e instrumentos; bem como em relação a atitude do profissional da Psicologia.


Dessa forma, o reconhecimento da avaliação psicológica deve estar sempre pautado na atuação consciente do profissional quanto ao desenvolvimento de competências, as quais se iniciam na graduação e se fortalecem na educação continuada. Partindo-se do princípio que a avaliação psicológica é um processo complexo, é fundamental que para essa prática o profissional se implique no conhecimento teórico e técnico de diferentes recursos, estratégias e instrumentos de observação e avaliação úteis para a compreensão diagnóstica em diversos domínios e níveis de ação profissional, bem como no desenvolvimento de atitudes que promovam o raciocínio que se caracteriza por uma atitude avaliativa, compreensiva e integradora.


Ao tornar-se uma especialidade, a prática da avaliação psicológica vai se diferenciar a partir do investimento que a psicóloga e o psicólogo fizerem desde a sua graduação. Buscar cursos de especialização que demonstrem em seu projeto pedagógico consistência com as exigências das competências descritas na resolução em questão é um dos primeiros passos. Muitos cursos vão surgir neste novo cenário e é muto importante que o profissional faça uma análise criteriosa da abrangência dos conteúdos propostos, da experiência dos docentes nesta área, pois a articulação teoria e técnica é fundamental para que uma especialização não tenha o foco teórico. Outro aspecto relevante é a certificação do curso, pois quando este tem seu certificado junto ao MEC o peso para a qualificação é maior.


Outro fator que merece destaque é a prática da(o) psicóloga(o), pois este critério é fundamental para a qualificação, principalmente se ela vier acompanhada por uma supervisão de um profissional experiente que auxilie no desenvolvimento de competências fundamentais para a formação de um especialista. A capacidade de sustentar teoricamente sua prática, também é critério estruturante para que o profissional faça jus a especialidade.


Finalizando, pode-se hipotetizar que grandes desafios são apresentados para a psicóloga e o psicólogo que buscam esta especialidade, dentre eles, identificam-se : o investimento e compromisso pessoal com a construção de conhecimento, uma permanente atitude de revisão de informações produzidas pela prática profissional, uma disposição para uma discussão qualificada em eventos científicos, consolidando uma socialização do conhecimento construído a partir da prática da avaliação psicológica, contribuindo de modo significativo para o fortalecimento da Psicologia como ciência e profissão.

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