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O que a pandemia do coronavírus pode falar sobre nós mesmos?



Certamente não é a primeira vez que a humanidade sofre crises que atingem grandes contingentes populacionais. Conflitos, batalhas e guerras por motivos religiosos, políticos e disputas territoriais acompanham o ser humano há milhares de anos até o século XXI , deixando muitos mortos na história. Mudam as “roupagens” dos processos bélicos, mas as essências se mantém... um fato arquetípico, como afirma a Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung.


Da mesma forma, a sociedade humana já foi devastada inúmeras vezes por doenças de cunho epidêmico e pandêmico que ceifaram milhões de vidas em tempos diversos, quando escassos recursos existiam para identificação e tratamento das patologias e mesmo em plena pós-modernidade quando diferentes vírus de gripe trouxeram medo para os seres humanos e desafios para as ciências da saúde. Novamente, processos se repetem.

Se a humanidade sistematicamente enfrenta essas diferentes crises sociais, de saúde, dentre outras, tais eventos têm uma função, tanto nos arranjos socias, como na subjetividade de cada pessoa que com esses acontecimentos convive. Há de se buscar significados, além de causas.


Segundo Baumann, vivemos em tempos líquidos, onde a vida é “vivida” muito fora de nós mesmos. O bem-estar pleno, buscado neuroticamente e às vezes psicoticamente, viria a partir do mundo externo, mediante consumo de tudo: roupas, tecnologia, informação, comida, drogas, pessoas, natureza e por aí vai... E paradoxalmente, a pandemia nos faz ficar isolados e com consumo mínimo. Talvez nos obrigando a “olhar para dentro” e poder encontrar sentidos de vida que passam distante do mero consumo de tudo. Estamos falando de nos colocarmos em lugares opostos aos que determinam algumas diretrizes de vida implícitas na pós-modernidade.


Foi numa situação de isolamento e dúvidas sobre a sobrevivência em pleno campo de concentração nazista, que Viktor Frankl desenvolveu fundamentos de sua teoria sobre a importância do sentido da vida que deve ser encontrado em cada um de nós!

Esse movimento “forçado” de interiorização tem muito a nos ensinar! Ainda mais se lá em nosso íntimo encontramos o bem-estar e o sentido de vida que o amor nos traz! Por nós mesmos e pelo outro! Assim, há grande possibilidade de enfrentarmos com sucesso a Covid-19 , pois nos cuidaremos por nós e pelo outro! Autocuidado e solidariedade: palavras-chaves para essa nova crise da humanidade e que se inicia dentro de cada um de nós que tenha coragem de “olhar para dentro”!

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